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Guarani.

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História

Notabilizado por ser o primeiro e único campeão brasileiro do interior do País, o Guarani revelou jogadores de projeção mundial, como Careca, Amaral, Júlio César, Deco, Evair, Amoroso, Luisão, Mauro Silva, Neto, Edilson, Ricardo Rocha, Elano e João Paulo, além de ter tido em seu elenco jogadores nacionalmente destacados, como Zenon, Jorge Mendonça, Djalminha e Neneca.

A fundação da equipe foi uma iniciativa de Pompeo De Vito, Ernani Filippo Matallo e Vicente Matallo (primeiro presidente do clube). Os jovens se encontraram no dia 1 de abril de 1911 na Praça Carlos Gomes, quando teriam escolhido o nome em homenagem à ópera O Guarani, obra mais conhecida do maestro e compositor clássico Carlos Gomes (baseada no romance homônimo de José de Alencar), um dos mais ilustres homens nascidos na cidade de Campinas. A fundação oficial foi realizada no dia seguinte para evitar piadas em relação ao dia da mentira.

Em 1948, o XV de Piracicaba foi o primeiro campeão da divisão de acesso, tornando-se também o time pioneiro do interior a participar do grupo de elite do futebol paulista. O Guarani foi o segundo clube interiorano a chegar ao campeonato principal, ao vencer o campeonato da segunda divisão de 1949.

Provém dessa época o acirramento da rivalidade com seu arqui-rival, a Ponte Preta (com quem faz o Derby Campineiro.Em 1947, o presidente da Federação Paulista de Futebol, Roberto Gomes Pedrosa, implantou a era profissional no esporte, criando os Campeonatos Paulista da primeira e segunda divisão.

Em 1954, cedeu o primeiro jogador para uma Seleção Brasileira de Futebol, Fifi, que participou do Campeonato Sul-Americano Juvenil. Em 1963, o Guarani teve pela primeira vez atletas convocados para uma Seleção principal: Tião Macalé, Oswaldo, Amauri e Hilton, que jogaram o Campeonato Sul-Americano daquele ano. Os primeiros troféus da era profissional também surgiram naqueles anos: os Torneios-Inícios dos Campeonatos Paulistas de 1953, 1954 e 1956, a Taça dos Invictos da Gazeta Esportiva em 1970 e a Taça Almirante Heleno Nunes (referente à conquista do primeiro turno do Campeonato Paulista) em 1976.

O auge dessa evolução seria marcado pelo inédito Campeonato Nacional, conquistado em 1978 com uma equipe na qual destacavam-se Careca, Zenon, Renato "Pé Murcho" e o treinador Carlos Alberto Silva. Até hoje, o Guarani é o único do interior a ter conquistado o título da primeira divisão do campeonato brasileiro, tendo sido ainda vice-campeão do Torneio dos Campeões em 1982, quando perdeu a final deste torneio nacional patrocinado e organizado pela C.B.F. para o América no Maracanã por 2 a 1.

O time chegaria ainda a dois vice-campeonatos brasileiros, em 1986 (em uma final inesquecível contra o São Paulo, decidida após uma prorrogação e disputa de pênaltis) e em 1987 (contra o Sport), classificando-se em três oportunidades para a disputa da Taça Libertadores da América, principal competição sul-americana de futebol.

O clube é um dos 20 membros do Clube dos 13, entidade que congrega os principais clubes de futebol do Brasil. O Guarani depois de ter passado por uma crise brava em 2011 chegou a estar entre os ultimos colocados no brasileiro-serie b,ficou sem pagar salários aos jogadores durante 5 meses mesmo assim superou a crise e não caiu para serie C,hoje recuperado da turbulencia montou um time forte e esta na vice liderança do paulistão 2012.

Estádio Brinco de Ouro

Seu estádio é o Brinco de Ouro da Princesa, inaugurado em 31 de maio de 1953, com capacidade para 35.000 pessoas.

O Guarani utilizou por mais de dois anos o Ground da Villa Industrial. No ano de 1913, começou a alugar junto ao S.C. Commercial um campo de futebol situado no bairro Guanabara, popularmente conhecido como Ground do Guanabara. Com a chegada do profissionalismo, surgiu a necessidade de se ter um estádio maior.

Pouco tempo depois, o Commercial encerrou suas atividades e o Guarani obteve uma permissão de uso gratuito da proprietária do terreno, Isolethe Augusta de Sousa Aranha, de família tradicional (filha do Barão de Itapura, Joaquim Policarpo Aranha e de dona Libânia de Sousa Aranha, Baronesa de Itapura), e tia de um dos pioneiros do Clube, Egídio de Sousa Aranha.

Após infrutíferas negociações do presidente Carmine Alberti com a prefeitura na tentativa de receber em doação um espaço de terra onde pudesse construir um estádio, decidiu reunir esforços para a compra daquela área do bairro Guanabara. Sendo assim, Egídio de Sousa Aranha teve papel importantíssimo na história do Guarani, pois conseguiu convencer a proprietária a vender o terreno, de cerca de 20 mil metros quadrados, a um preço irrisório de 900 réis o metro.

Logo foi nomeada uma "Comissão Pró-Estádio", presidida por João Pereira Ribeiro, e que fizeram todos os tipos de promoções para a arrecadação de fundos. Finalmente, em 15 de julho de 1923, foi inaugurado o primeiro estádio de futebol chamado de: "Estádio do Guarany".

Foi o segundo clube campineiro a construir seu próprio estádio, em 15 de junho de 1923, na Rua Barão Geraldo Resende. Para a inauguração, o Bugre convidou o principal clube do futebol paulista na fase amadora desse esporte, o Club Athletico Paulistano, com Friedenreich e muito mais. O Guarani venceu a partida inaugural por 1 a 0, gol de Zequinha. A escalação do Guarani na histórica partida: Pacheco, Joca e Tavares; Deputado, Juca e Joaquim; Miguel, Zéquinha, Barbanera, Nerino e Pilla.

O Estádio da Rua Barão Geraldo de Resende passou por várias reformas e ampliações, servindo ao clube até 1953. Nele o Guarani recepcionou alguns dos maiores times do país, tendo ali mandado seus jogos pelos Campeonatos Paulistas de 1927; 1928; 1929; 1930; 1931; 1950; 1951 e 1952.

Com a chegada do profissionalismo ao interior, em 1947, o Guarani passou a ter um sério problema. O Estádio da Rua Barão Geraldo de Resende já não comportava o Clube, e a Federação Paulista de Futebol prometia criar a "Divisão de Acesso", dando chances aos principais clubes do interior a ingressar em seu Campeonato Paulista e todos tinham certeza de que o Bugre logo aproveitaria essa oportunidade. Neste caso, criaram uma Comissão liderada por Antônio Carlos Bastos para estudar as alternativas possíveis. Depois de polêmica foram descartadas as possibilidades de nova reforma ou ampliação do antigo estádio. O Guarani precisava partir para uma área maior, ainda que não tão próxima ao centro da cidade.

Enquanto a equipe de futebol disputava a Divisão de Acesso de 1948, a Comissão Pró-Estádio, e o arquiteto Ícaro de Castro Melo desenvolviam seus estudos. O clube conseguiu junto à Imobiliária Paraíso a doação de uma área de 19.405 m², anexa à negociada, e Arlindo de Sousa Lemos doou mais 2.920 m². Definiu-se que no projeto original o estádio teria capacidade para 29 mil pessoas e seria construído em etapas.

Surgiu então a Sociedade de Imóveis e de Administração Ltda., que propôs a troca do terreno do bairro Guanabara por uma área de 50.400 m² na chamada Baixada do Proença, pagando ainda ao Clube, em parcelas, dois milhões de cruzeiros. Faria também a sondagem e a terraplenagem do novo terreno. Negócio fechado!

Após uma ampla campanha de arrecadação de fundos feita entre seus torcedores, o Guarani adquiriu um novo terreno e construiu o estádio Brinco de Ouro da Princesa, inaugurado em 31 de maio de 1953 com uma partida com o Palmeiras, que acabou sendo derrotado pelo time de Campinas pelo placar de 3 a 1. Graças à estrutura criada, a equipe passou a se destacar nos campeonatos profissionais.

Mesmo antes da construção do "tobogã", o Brinco de Ouro chegou a receber 34.513 torcedores presentes no jogo contra o Fluminense, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro de 1975. Hoje o estádio tem capacidade para 32 453 espectadores, de acordo com as novas normas de acomodação, baseadas no estatuto do torcedor e normas da FIFA.

Fatos históricos

O Bugre possui o recorde de público de Campinas com 52.002 pessoas, no jogo Guarani versus Flamengo, em 1982 (a capacidade divulgada naquela época era de 53 mil pessoas, diminuída para efeito de proporcionar maior conforto e segurança para os espectadores).

O Guarani também possui vantagem no chamado Derby Campineiro. São 185 partidas disputadas com 65 vitórias, 61 empates e 58 derrotas, além de um resultado desconhecido.

A revista Placar, que ao final de cada Campeonato Brasileiro concede o troféu Bola de Prata aos melhores jogadores em cada posição, já premiou atletas bugrinos em diversas ocasiões, a saber:

1975: Amaral (zagueiro) e Ziza (atacante);

1982: Lúcio (atacante) e Careca (atacante);

1985: Edmar (artilheiro);

1986: Ricardo Rocha (zagueiro) e João Paulo (atacante);

1993: Djalminha (meio-de-campo);

1995: Jorge Luís (zagueiro), Amoroso (atacante, artilheiro e Bola de Ouro de melhor jogador do campeonato) e Luizão (atacante).

Artilheiros do Campeonato Brasileiro com a camisa do Guarani: Edmar (1985, 20 gols) e Amoroso (1995, 19 gols).

Artilheiros do Campeonato Paulista: Jorge Mendonça (1981, 38 gols), Evair (1988, 19 gols) e Rubem[desambiguação necessária] (1990, 12 gols).

Artilheiro da Taça Libertadores da América: Miltão (1979, 6 gols).

No Campeonato Brasileiro de 1982 o ataque formado por Lúcio, Jorge Mendonça, Ernani Banana e Careca fez 63 gols em 20 jogos, estabelecendo um recorde de média de gols em Brasileiros que se mantém até hoje - 3,15 gols por partida.

Também pertence ao Guarani o recorde de vitórias consecutivas em Brasileiros: doze, estabelecido em 1978.

O time divide com Corinthians e Ceará o recorde de jogos invictos na série B do brasileiro, onze no total.

O Bugre disputou a Taça Libertadores da América em três ocasiões. Em 1979 foi terceiro colocado, em 1987 chegou à segunda fase e, em 1988, às oitavas de final. O Guarani também participou da extinta Taça Conmebol em 1995.

O Guarani mantém equipes de modalidades como taekwondo, ginástica olímpica, natação, tênis, basquete, vôlei e futebol feminino, que freqüentemente representam a cidade de Campinas nos Jogos Abertos do Interior.

Embora na prática o clube tenha sido criado em 1º de abril, os fundadores do Guarani resolveram que a agremiação só passaria a existir no dia seguinte, a fim de evitar gozações com o Dia da Mentira. Por esse motivo, ficou-se estabelecido que a data oficial de fundação do Bugre seria o dia 2 de abril de 1911 .

O estádio Brinco de Ouro da Princesa ganhou esse nome graças a uma matéria feita por João Caetano Monteiro Filho para o jornal Correio Popular, quando seu projeto ainda estava na maquete. Ao visualizar as feições circulares do então futuro estádio, o jornalista achou que ele tinha o formato de um brinco. Como a cidade de Campinas é conhecida pelo apelido de "Princesa D´Oeste", João Caetano escreveu uma matéria com a manchete Brinco de Ouro para a Princesa. A alcunha se popularizou e acabaria por se tornar o nome oficial do estádio do Guarani.

O Guarani é o único time do interior que cedeu o seu estádio Brinco de Ouro da Princesa para um jogo amistoso da Seleção Brasileira de Futebol, em 1990, onde Brasil x Bulgaria lotaram o estádio, onde ocorreu o segundo maior público (51.720 pagantes).

O Guarani é o único clube do interior que já foi campeão brasileiro: em 1978 ao vencer o Palmeiras em finais de 2 jogos.

O Bugre possui, hoje, a maior bandeira dos times do interior e a 6ª maior do Brasil, com 140x40 metros. Ela estreou no último jogo do time na série B do Campeonato Brasileiro, em 2009, retornando a elite do futebol brasileiro em 2010.

Muitos atletas que se consagraram no Bugre também se consagraram no Corinthians: Amaral (zagueiro), Zenon (meia), João Paulo, Luizão e Edmar (atacantes).

1975: Amaral (zagueiro) e Ziza (atacante);

1982: Lúcio (atacante) e Careca (atacante);

1985: Edmar (artilheiro);

1986: Ricardo Rocha (zagueiro) e João Paulo (atacante);

1993: Djalminha (meio-de-campo);

1995: Jorge Luís (zagueiro), Amoroso (atacante, artilheiro e Bola de Ouro de melhor jogador do campeonato) e Luizão (atacante).

Mascote

                                                             


Por: Site Oficial do Guarani.

Ana Paula e Equipe Manja de Tudo.

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