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Náutico.

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História

Apesar de a data oficial de fundação ser 7 de abril de 1901, já se falava no Clube Náutico Capibaribe desde o século anterior, quando dois grupos rivais de remadores recifenses se uniram. No início de tudo, em 1897, um grupo de rapazes amantes do remo, comandados por João Victor da Cruz Alfarra, alugava barcos da antiga Lingueta, saindo em pequenas excursões até a antiga Casa de Banhos do Pina. Essas viagens alcançavam até o bairro de Apipucos.

Quando, depois de terminada a revolta dos Canudos, os recifenses preparavam-se para receber as tropas pernambucanas comandadas pelo general Artur Costa, uma vasta programação foi preparada para a recepção aos soldados. João Alfarra e alguns dos seus companheiros de proeza pelo Capibaribe foram encarregados de preparar a parte náutica da recepção, e ficou marcada uma grande regata para o dia 21 de novembro de 1897. Essa competição despertou o interesse dos recifenses, que sentiram a necessidade de fazer outras promoções do gênero. O remo começou a ganhar novos adeptos e, no ano seguinte, empregados dos armazéns das ruas Duque de Caxias e Rangel formaram uma agremiação, à qual deram o nome de Clube dos Pimpões. Os componentes do outro grupo, o que tinha brilhado na regata da recepção às tropas de Canudos, animaram-se e houve uma série de combates entre as duas turmas, em 1898, na Casa de Banhos.

No final de 1898, ficou acordada a fundação de uma outra sociedade, que congregaria os dois grupos antes mencionados: o Clube Náutico Capibaribe. Em fins de 1899, por decisão dos seus dirigentes, o clube passou por um processo de reorganização, mas manteve a fidelidade aos esportes náuticos. Nessa ocasião, seu nome foi mudado para Recreio Fluvial. Mas a nova denominação não foi do agrado de todos, resultando que, no início de 1901, foi restaurado o nome anterior – Clube Náutico Capibaribe. E, em 7 de abril de 1901, João Alfarra convocou todos os ligados ao remo para uma solenidade na qual seria lavrada e registrada a primeira ata da agremiação, data que ficou reconhecida oficialmente como a fundação do clube. O documento histórico recebeu a assinatura de todos os presentes  de Antônio Dias Ferreira, presidente da reunião, de Piragibe Haghissé, secretário, e de João Victor da Cruz Alfarra, líder do grupo e pai da ideia.

As primeiras cores adotadas pelo clube foram o azul e o branco.

O futebol

O futebol só apareceu no clube a partir de 1905. Só no ano seguinte, um grupo de ingleses formou o primeiro time. Suas atividades, entretanto, limitavam-se aos domingos, no campo de Santana ou na campina do Derby.

Nessa época, o Náutico ficou conhecido como "Clube dos Brancos", por não permitir negros e mestiços vestindo sua camisa - fato que, assim como em outros clubes brasileiros de origem aristocrática, seria totalmente abolido anos depois.

No Jornal Pequeno de 12 de maio de 1909 encontra-se a primeira referência ao futebol do Náutico:

Consta-nos que os rapazes do Náutico tratam de formar um eleven para bater-se com os do Sport Club

21 de junho de 1909, o mesmo jornal publicou o seguinte texto:

Houve ontem no magnífico ground do Derby o primeiro match-training dos estimados rapazes do Club Náutico. Às 5 horas da manhã lá estavam já todos os moços que deviam tomar parte no jogo, alegres e prontos para entrar em combate. Foram logo designados os lugares dos jogadores que tomaram lugar no match-training e dado início ao jogo. Pertencem a este team os arrojados foot-ballers: R. Maunsell, Hermann Ledebour, João Drayer e Artur Ludgren. Os ensaios terminaram pouco depois das 8 horas da manhã, deixando a melhor impressão ao sr. R. Maunsell instructor dos moços. Serviu referee o senhor Hermann Ledebour. Damos parabéns aos rapazes do Náutico pelo bonito começo no foot-ball.

O Náutico jogou com King (goleiro), Avila (lateral direito), Smith (zagueiro central), Ivatt (quarto zagueiro), Cook (lateral esquerdo), Ramage (cabeça-de-área), H. Grant (meia-direita), Thomas (meia-esquerda), Américo Silva (ponta-direita), Maunsell (centro-avante) e João Maia (ponta-esquerda).

Em 1914, foi criada a Liga Recifense de Futebol, mas o Náutico não fez parte dela. Os seus jogadores procuraram ingressar nos outros clubes que se haviam filiado. O clube João de Barros, atual América, foi o que mais ganhou com a evasão dos jogadores do Náutico.

Em 1915, porém, sentiu-se a necessidade de criar uma nova entidade para orientar o futebol da cidade. Foi fundada dessa maneira a Liga Sportiva Pernambucana, à qual o Náutico se filiou. Com isso, os jogadores voltaram, mas o clube se manteve sem muito interesse até chegar à fase do profissionalismo, quando logo conseguiu ser campeão, em 1934, repetindo o feito em 1939, ano em que foi fundado o Estádio dos Aflitos. Nesta época brilhou Fernando Carvalheira, segundo maior artilheiro da história do Timbu até hoje, com 185 gols, além de ser o maior artilheiro em clássicos contra o Sport e terceiro maior em clássicos contra o Santa Cruz.

Década de 1940: Início de uma Época de Ouro.

Em 1945, o Náutico aplicou a maior goleada de sua história, ao vencer o Flamengo-Recife por 21 a 3, sagrando-se campeão pernambucano esse ano. Na primeira metade da década de 1940 despontou no Náutico, Orlando Pingo de Ouro, ídolo da torcida que depois brilharia no Fluminense, ponta-de-lança hábil, veloz e goleador.

O último ano da década de 1940 marcaria a chegada do Náutico como grande protagonista do futebol pernambucano, ao se sagrar Tricampeão entre 1950 e 1952 e vencer ainda os campeonatos pernambucanos de 1954 e 1960, conquistando cinco títulos em onze disputados, tendo se sagrado ainda, campeão do Norte e Nordeste em 1952.

Década de 1960: Reconhecimento nacional.

O tempo e a história encarregar-se-iam de provar que aquela decisão de dedicar-se com mais interesse ao futebol havia sido uma decisão sábia: o Náutico, um clube laureado nas regatas desde os primeiros tempos, seria, com o passar dos anos, vitorioso também no futebol - pioneiro em Pernambuco em jogos pelo exterior, primeiro tetra, primeiro penta, primeiro e exclusivo hexacampeão pernambucano entre 1963 e 1968. Foi ainda vice-campeão da Taça Brasil em 1967, conseguindo uma participação na Copa Libertadores da América.

Na história da Taça Brasil, o Náutico chegou entre os quatro primeiros colocados por cinco vezes, ficando apenas atrás do Santos neste quesito. Nas seis edições em que participou deste torneio, o Náutico disputou 38 jogos, com 19 vitórias, 6 empates, 13 derrotas, 62 gols a favor e 46 contra. O vice-campeonato de 1967 foi a melhor colocação, com o Timbu ficando 2 vezes em terceiro e outras 2 em quarto, além do sétimo lugar em 1964, na colocação menos brilhante do Náutico na Taça do Brasil.

Considerando a terceira colocação na Copa do Brasil de 1990, por seis vezes o Náutico ficou entre os quatro melhores colocados de torneios disputados em formato de copas nacionais, melhor performance de um clube do Nordeste, considerando este parâmetro.

Na principal competição sul-americana, o Náutico foi eliminado por um erro da Conmebol, que não havia autorizado duas substituições por jogo naquele ano, regra já estipulada pela FIFA e usada no Brasil pela CBD. O treinador do Náutico, para gastar tempo, substituiu um atleta quando o time já tinha a vitória garantida contra o Deportivo Português, da Venezuela, e acabou acarretando a eliminação da equipe, com a perda dos pontos da partida, após o jogo. A equipe venezuelana acabou, então, por ganhar a vaga do Náutico no grupo e se classificar para a fase seguinte.

Na década de 1960, a melhor de sua história, o Náutico conquistaria também o título de Tricampeão da Copa Norte em 1965, 1966 e 1967, além de Campeão dos Campeões da Copa Norte em 1966. Um dos principais responsáveis por essas grandes conquistas do Náutico foi o atacante Silvio Tasso Lasalvia, o Bita, maior artilheiro da história do Timbu com 221 gols marcados em 319 jogos entre 1962 e 1971. Uma de suas grandes partidas foi contra o Santos de Pelé, no Estádio do Pacaembu, pela Taça Brasil de 1966, quando o Náutico venceu o Santos por 5 a 3, quando Bita marcou quatro gols. O alvi-rubro se manteria invicto em seu estádio por 85 jogos, com 70 vitórias e 15 empates entre 29 de novembro de 1963 e 30 de Março de 1969.

Décadas de 70, 80 e 90: Oscilações de desempenho.

Na década de 1970 o Náutico só ganharia o Campeonato Pernambucano de 1974, vencendo a final contra o Santa Cruz, tirando deste, que era pentacampeão naquele momento, a possibilidade de se igualar ao Náutico como hexacampeão - feito que o Náutico também fez ganhando o campeonato sobre o Santa Cruz em 2001, permanecendo como hexa único. Mas o clube viveria um grande momento no futebol ao manter-se invicto por 42 jogos, entre agosto de 1974 e maio de 1975, com o seu goleiro Neneca tendo ficado sem tomar gols, entre agosto e novembro de 1974, exatos 1.636 minutos com a bola rolando. Neneca até hoje ainda é o recordista mundial.

Nos anos 1980, o Náutico foi Bicampeão em 1984/1985 e campeão em 1989. Nessa época jogou pelo Náutico o jogador Baiano (que na verdade era capixaba de Vila Velha), terceiro maior artilheiro do Timbu, com 181 gols em 305 jogos. Baiano ganhou ainda o Troféu Chuteira de Ouro, como o maior artilheiro do Brasil nos anos de 1982 e 1983.

A criação da Copa União de 1987, sob uma nuvem de grande desorganização administrativa, afastaria compulsória e injustamente o Náutico da 1ª Divisão do Campeonato Brasileiro, em vista da forma arbitrária e sem critérios claros pela qual os clubes foram "escolhidos" para aquela competição. Alheio a tudo isso, após uma frágil participação na 2ª Divisão (conhecida ainda como Módulo Amarelo) de 1987, o Náutico corrigiria o erro daquele ano dentro de campo, ao sagrar-se vice campeão do Campeonato Brasileiro Série B em 1988, reconquistando a vaga na primeira divisão. A partir de então o Náutico passou a alternar boas e más campanhas, mas manteve-se na 1ª Divisão até 1994, quando foi rebaixado à Série B do Campeonato Brasileiro. Em 1996 e 1997 disputando a Série B, a equipe terminou em 3º lugar em ambos os campeonatos, na luta por uma das duas vagas para o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. Coincidentemente estes insucessos iniciaram um processo de decadência do Náutico, que enfrentou grandes problemas administrativos e financeiros naqueles anos, fechando o ciclo de uma década ruim para o clube alvirrubro, sem títulos e que acabou por levar a agremiação ao pior momento de sua história , quando caiu para a Série C do Campeonato Brasileiro , em 1998. Na Série C em 1999 terminou o campeonato em 3º lugar, o que o levou de volta à Série B, onde permaneceria ainda por alguns anos, até o retorno à Série A em 2007.

2001 a 2011: A volta por cima.

Na década de 2000, o alvirrubro , após 12 anos sem conquistas , tornar-se-ía bicampeão pernambucano em 2001/2002 (sendo 2001 o ano de seu centenário), sob o comando de Muricy Ramalho (que se transformou em ídolo do clube , sendo atualmente conselheiro), e campeão em 2004. Nesses anos brilharia a estrela de Kuki, terceiro maior artilheiro da história do Timbu, com 172 gols até março de 2007.

Em 2005 o Náutico acabou novamente em 3º lugar na disputa por uma vaga na Série A de 2006 . Na última rodada da fase final, em 26 de novembro daquele ano, desperdiçou, jogando em seu estádio, a chance do acesso em jogo contra o Grêmio, numa partida muito disputada, em que o Náutico teve diversas oportunidades e ainda desperdiçou dois pênaltis, mas acabou derrotado ao final por 1x0. O jogo ganhou contornos épicos pelas circunstâncias em que foi decidido e ganhou o apelido de Batalha dos Aflitos. Em 2006, porém, o Náutico mostrou grande e rápido poder de recuperação, enfrentando todas as expectativas negativas da imprensa e desconfiança da torcida. Após longa disputa, em 18 de novembro o time venceu o Ituano em seus domínios por 2 a 0, com um público de mais de 25 mil pessoas, que lotaram o Estádio dos Aflitos. Desta forma a equipe retornou à Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, após doze anos de ausência, enterrando o trauma da derrota no ano anterior.

Esse foi um momento de grande alegria para a torcida alvirrubra, confiante em que "um raio não cai duas vezes no mesmo lugar", confome dito popular. O clube poderia estar classificado uma rodada antes, mas enfrentou um Ituano incentivado pelo Coritiba, que também lutava pela vaga. Os jogadores correram o jogo inteiro, com destaque para Kuki, Felipe e Capixaba. Grande parte dessa conquista se deve aos treinadores que passaram pelo clube, como Roberto Cavalo (foi demitido na única derrota nos Aflitos) e Paulo Campos (que, mesmo criticado, conseguiu colocar o Náutico entre os quatro primeiros clubes da Série B, que ascenderiam à Série A). Por fim, foi contratado Hélio dos Anjos, que levantou o moral da equipe e a encaminhou ao acesso. Na história do Campeonato Brasileiro Série B, o Náutico ao final da campanha do ano de 2006 era o clube que mais pontuou, com 484 pontos conquistados em quinze edições.

Ainda em 2006, foi fundada a Associação dos Amigos da Base (AADB), formada por torcedores e simpatizantes do clube, com o objetivo de atuar no desenvolvimento das divisões de base e assim colaborar com o crescimento do Náutico.

No ano de 2007, o Náutico disputou o seu 23º Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão, chegando em décimo-quinto lugar, sendo que no segundo turno foi a oitava equipe que mais pontuou. Em toda a história do Campeonato Brasileiro, o Náutico realizou 431 jogos, tendo conquistado 152 vitórias e feito 545 gols. A melhor colocação do Náutico foi a sexta, no Campeonato Brasileiro de 1984.

No ano de 2008, o Náutico mais uma vez consegue permanecer na Série A depois de um empate de 0x0 com o Santos na Vila Belmiro. O destaque desse jogo foi o goleiro alvirrubro Eduardo, que fez defesas importantíssimas para o clube.

Com o empate, o clube pernambucano garantiu a 16ª colocação do campeonato daquele ano,com os mesmos 44 pontos e o mesmo número de vitórias (11) do Figueirense, mas no saldo de gols, (-10 do Náutico e -24 do Figueirense) o Timbu garantiu sua permanência na Série A.

Na Série A do Campeonato Brasileiro de 2009, o Náutico passou por muitos altos e baixos e, em vista de um mau planejamento, acabou sendo rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. Em 2010, teve bom início de campanha na Série B, mas sofreu forte queda de produção no 2º Turno e encerrou sua participação apenas em 14º lugar na disputa.

Em 2011, após a perda do Campeonato Estadual no 1º semestre, a equipe se reorganizou, contratou o técnico Waldemar Lemos, que já havia dirigido o time do Náutico na Série A de 2009 e manteve boa parte da base do elenco do Campeonato Pernambucano. Após um mau início na disputa da Série B, o Náutico reagiria e conduziria uma campanha sólida, de notável regularidade, invicta em seu estádio onde sempre contou com o apoio incondicional de sua fanática torcida, mantendo-se entre os 4 primeiros colocados durante quase todo o campeonato. Em decorrência destes fatores, conquistou a sua volta para a Série A do Campeonato Brasileiro, por antecipação, após uma combinação de resultados na 37ª rodada, disputada em 18 de novembro, que o favoreceu, mesmo perdendo para o Boa Esporte em Varginha por 2x1. Nesse ano, o Náutico foi o único clube nacional, em todas as divisões, que não perdeu nenhum jogo em casa no Campeonato Brasileiro. Foram 13 vitórias e 6 empates,mostrando mais uma vez a força da torcida alvirrubra.

Estádio.

O Estádio Eládio de Barros Carvalho, popularmente conhecido como Estádio dos Aflitos, por estar localizado no bairro dos Aflitos, é o estádio usado pelo Clube Náutico Capibaribe. Foi inaugurado em 25 de junho de 1939. O nome é uma homenagem a Eládio de Barros Carvalho, presidente do clube durante 14 mandatos. Foi o segundo estádio construído por um clube de Pernambuco. O primeiro foi a Ilha do Retiro, do Sport Club do Recife.

1º jogo (25 de junho de 1939): Náutico 5-2 Sport.

1º gol (25 de junho de 1939): Wilson (Náutico).

Maior público (21 de Julho de 1968): Náutico 1-0 Sport Clube do Recife (31.061 pessoas).

Maior goleada (1 de julho de 1945): Náutico 21-3 Flamengo-PE.

Capacidade: 22.000 pessoas.

                                                           


Arena Pernambuco

No dia 10 de outubro de 2011, O Conselho Deliberativo do clube aprovou o projeto que dará ao alvirrubro a Arena Pernambuco, que está sendo construída em São Lourenço da Mata para a Copa do Mundo de 2014.

Projetado pelo Escritório Fernandes Arquitetos & Associados,o empreendimento contará com um estádio no padrão FIFA, com capacidade de mais de 46.000 pessoas devidamente sentadas, para partidas de futebol e 63.000 pessoas para eventos musicais. Além de praças de alimentação, restaurantes, shopping center integrado, museu, cinemas, teatro, centro de convenções e 6 mil vagas de estacionamento.

O complexo está localizado no município de São Lourenço da Mata a 19 Km do centro da capital Recife. Em um terreno as margens do Rio Capibaribe, na fronteira com os municípios do Recife, Jaboatão dos Guararapes e Camaragibe. Distante 3 quilômetros do Terminal Integrado de Passageiros, o TIP, (Rodoviaria Estadual) e próxima às Rodovias BR-101, BR-232 e BR-408.

Data de inauguração: (previsto para 6 de janeiro de 2013).

1º jogo: (previsão para Náutico x Sport).

Capacidade: 46.154 pessoas.

A Arena foi projetada para ter o mínimo de impacto ambiental possível. Algumas características merecem destaque:

Reaproveitamento das águas pluviais;

O Sistema de aquecimento solar, irá aquecer a água e suprir as necessidades dos vestiários, banheiros e cozinhas da Arena, reduzindo em 85% a utilização de fontes elétricas convencionais;

Cobertura translúcida, para o máximo aproveitamento da luz solar;

Células fotovoltaicas, com capacidade de transformar 50% dos raios solarem em energia elétrica, gerando 49.500 quilowatts por hora;

Quatro Turbinas Eólicas com potência de 1.600 quilowatts por hora, irão suprir todo o consumo do sistema de ar condicionado da Arena.


                                                           

Bandeira

A bandeira oficial é composta pelo símbolo tradicional do clube (dois remos cruzados, numa alusão às origens do clube, com uma bola de futebol acima, e as iniciais CNC entre os remos) no canto superior esquerdo e mais 11 listras horizontais vermelhas e brancas intercalado.

                                                               

Escudo

O primeiro escudo data de 1901 e representava o esporte que originou o clube: o remo. Continha uma âncora, dois remos e o diagrama das iniciais do clube: CNC. Em 1931, o clube substituiu o antigo escudo no uniforme por apenas a bandeira, símbolo que ficaria famoso com o reconhecimento nacional do clube mais tarde. Em 1976, foram adicionadas seis estrelas ao redor da bandeira, representando o hexacampeonato da década de 60.

Em 1996, foi retirado o mastro da bandeira no escudo, ficando apenas a flâmula estilizada, com o nome Náutico abaixo. Em 2008, o clube incrementou a cor vermelha do escudo, substituindo o Náutico pela data de fundação, 1901.

Em 2010, no entanto, o escudo foi mais uma vez mudado: Agora o vermelho aprarece mais, sendo 3 faixas nessa cor na parte direita do escudo e uma maior que ocupa toda a parte de baixo, com o ano de fundação do clube e uma estrela, como título do centenário. Os remos, a bola e as iniciais CNC continuam, menos inclinados dessa vez. A fonte das letras foi mudada, assim como o desenho dos remos e da bola. Em cima, ainda existem as 6 estrelas vermelhas, representando o hexa-campeonato nunca conquistado por nenhuma outra equipe pernambucana.

Apesar das mudanças, foi mantido durante todo o tempo o tradicional símbolo do clube: os dois remos, com uma bola de futebol em cima, e as iniciais CNC entre os remos.


                                                                    

Remos

O Náutico tem como mascote o Timbu (Didelphis albiventris), um marsupial comumente encontrado no Brasil inteiro. Vive em vários ecossistemas, como o cerrado, a caatinga, os banhados e o pantanal, habitando capoeiras, capões, matas e áreas de lavoura, além de se adaptar muito bem à zona urbana, onde encontra farta e variada alimentação em meio aos dejetos domésticos.

Na parte oriental do Nordeste do Brasil (Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará), é conhecido por timbu ou cassaco. Nas regiões Norte e Sul brasileiras, é denominado popularmente mucura, e na Bahia é chamado sarigué, sariguê, saruê ou ainda sarigueia, enquanto que no Paraguai e Mato Grosso é conhecido como micurê. Nos Estados Unidos da América se denomina opossum.

A escolha do Timbu como mascote ocorreu durante um jogo entre Náutico e América/PE, no campo da Jaqueira em 19 de agosto de 1934.

No intervalo, em virtude da chuva e da falta de condições no vestiário, o técnico alvirrubro preferiu conversar com os jogadores no centro do gramado. Um dirigente do Náutico levou para os jogadores uma garrafa de conhaque e pediu que eles bebessem um gole para aguentar o frio. Com isso, a torcida adversária gritava "Timbu! Timbu!" para provocar os jogadores alvirrubros, pois o animal aprecia a bebida alcoólica.

O Náutico venceu o América por 3 a 1. Quando os jogadores do Náutico saíram de campo, foram perturbar a torcida adversária, gritando "Timbu, 3 a 1".Após este jogo, o Timbu foi o mascote escolhido pelo Clube Náutico Capibaribe, que então organizou um bloco criado pelo pessoal do remo em 1934 - o Timbu Coroado - que sai aos domingos de carnaval, da sede alvirrubra, e percorre o bairro dos Aflitos.

Uniformes

                                                            


Mascote

                                                                         


Recordes

Nenhuma derrota em casa durante todo o Campeonato Brasileiro da Série B, em (2011).

Nenhuma derrota em casa durante todo o Campeonato Pernambucano, em (2011).

15 jogos sem tomar gol (28 de Agosto de 1974 a 27 de Outubro de 1974).

42 jogos oficiais invictos - 35 V, 7 E. (22 de Agosto de 1974 a 11 de Dezembro de 1974) + (20 de Março de 1975 a 25 de Maio de 1975).

18 vitórias consecutivas - (31 de Maio de 1964 a 20 de Setembro de 1964).

Baiano - 40 gols em um só Campeonato Pernambucano (1982 e 1983).

Bita e Baiano três vezes consecutivas artilheiros do Campeonato (64/65/66) e (81/82/83).

Bita (65) e Luís Carlos (78) fizeram três gols em um só jogo de Torneio Início.

Neneca é, ainda hoje, o recordista mundial como goleiro que mais tempo passou sem levar gol em jogos oficiais - exatos 1.636 minutos, em 1974.

Maior goleada em jogos do Campeonato Pernambucano: Náutico 21 x 3 Flamengo do Recife (1 de Julho de 1945).

Maior goleada em jogos de Torneio Início - Náutico 5 x 0 Íbis (5 gols em 20 minutos).

Náutico 4 x 0 Santa Cruz (1963) e Náutico 4 x 0 América (1965).

Náutico 5 x 1 Sport (1966). Maior goleada em final de Campeonato.

85 jogos pelo Campeonato Pernambucano invictos nos Aflitos. 70 vitórias e 15 empates (29 de Dezembro de 1963 a 30 de Março de 1969) em 5 anos e 3 meses.

Gol mais rápido de todos os Campeonatos Brasileiros. Nivaldo aos 8 segundos, na partida Náutico 3 x 2 Atlético /MG, no Campeonato brasileiro de 1989.

Tará é o jogador que mais marcou em uma única partida jogando pelo clube, foram 9 gols em 1945 pelo campeonato pernambucano, na vitória por 21 a 3 contra o extinto Flamengo.

Maiores públicos do Náutico

Náutico 0 x 2 Sport, 80.203, no Arruda, 15 de Março de 1998.

Náutico 1 x 1 Santa Cruz, 76.636, no Arruda, 18 de Dezembro de 1983.

No Campeonato Brasileiro : Náutico 3 x 0 Palmeiras, 47.424, no Arruda, 17 de Abril de 1983.

No Estádio dos Aflitos : Náutico 0 x 2 América-MG, 28.022, nos Aflitos, 4 de Dezembro de 1997.

Pioneirismo em Pernambuco.

O Náutico foi, entre os times pernambucanos, o primeiro a:

ter um estádio particular: o Estádio dos Aflitos (inaugurado em 25 de junho de 1939).

fazer uma partida contra equipe do exterior (em 29 de janeiro de 1937).

jogar no exterior (1950).

jogar na Europa (1953).

jogar no Maracanã (1965).

disputar a Taça Libertadores da América (1968).

O primeiro e único clube pernambucano a conquistar por seis vezes consecutivas o campeonato pernambucano de 1963 a 1968.

Ranking da CBF

Posição: 21º.

Pontuação:1.594 pontos.

Ranking criado pela unificação feita pela Confederação Brasileira de Futebol que pontua todos os times do Brasil de 1959 a 2010.

Torcida

A Torcida do Náutico ocupa a quarta colocação no Nordeste e a 16ª colocação no Brasil, contanto com cerca 1,5 milhão de torcedores, conforme as últimas pesquisas, ficando atrás apenas do rival Sport em Pernambuco, já que há torcedores timbus espalhados em outros estados brasileiros, principalmente nos estados vizinhos da Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Alagoas e Sergipe. A história de uma torcida vinculada às classes sociais mais abastadas, de grande poder aquisitivo, tem mudado e demonstrado que a torcida do Náutico vem se modificando e crescendo nestas últimas décadas, como demonstram as recentes pesquisas. Tem-se percebido, principalmente, um crescimento bastante expressivo da torcida do Náutico nas camadas mais popularers do Recife e do estado de Pernambuco.

A pesquisa LANCE IBOPE 2010, que teve como margem de erro apenas 1,1%, identificou aproximadamente 1,5 milhão de torcedores do Náutico no Brasil, sendo 885.432 na Região Nordeste e 765.234 em Pernambuco, torcedores com alta presença entre os que cursaram o Ensino Superior.

Uma prova da importância da torcida para o time é o aproveitamento de 85% nos jogos em casa no Campeonato Brasileiro Série B 2006 (o melhor desempenho entre as 20 equipes) - 16 vitórias, 2 empates e apenas 1 derrota, nas 19 partidas que disputou em casa -, e uma média de público naquele campeonato de cerca de 10.000 torcedores por jogo, que já subiu no Campeonato Brasileiro 2007 da primeira divisão para cerca de 13 mil, tendo o Náutico já vendido 3.083.152 ingressos com o mando de campo em campeonatos brasileiros da primeira divisão, até 2009,estando entre os vinte clubes que mais venderam ingressos na história do maior campeonato do Brasil.

Foi na torcida do Náutico que se originou o que é considerado como uma das primeiras barras do Brasil, a Alma Alvirrubra. A Alma Alvirrubra nasceu num dos momentos mais difíceis da história do clube, logo após a derrota no último jogo de 2005, o que a deixa longe de ser uma torcida de tendência efêmera, pois nasceu em um momento de crise.

Em 2011 mais um recorde conquistado jogando junto com sua torcida nos Aflitos: O Náutico foi o único clube nacional, em todas as divisões, que não perdeu nenhum jogo em casa no Campeonato Brasileiro.Foram 13 vitórias e 6 empates,mostrando mais uma vez a força da torcida alvirrubra.

A sua principal torcida organizada, a Fanáutico, é a mais antiga do estado de Pernambuco, tendo sido fundada no ano de 1984.

                                                            

Curiosidades.

Baiano foi o jogador que mais marcou gols numa mesma temporada. Em 1982 fez 52 gols, sendo 40 deles pelo Campeonato Pernambucano, quando foi Chuteira de Ouro do Brasil.

Alan Cole, atacante e compositor de reggae jamaicano que era amigo do estimado cantor Bob Marley, jogou no Náutico entre os anos de 1971 e 1972. O atleta foi contratado pelo Timbu após se destacar num amistoso da Seleção da Jamaica contra o próprio Náutico em Kingston, capital do país. O jogo terminou empatado em 1 x 1. Há uma história que conta que, enquanto o elenco alvirrubro esteve na Jamaica, Bob Marley pediu uma camisa do Náutico ao lateral-esquerdo Marinho Chagas. Em troca, deu alguns exemplares de seus discos ao jogador. A estreia de Cole pelo Náutico foi num clássico contra o Sport, em 28 de novembro de 1971. O placar foi 1 x 1, com Vanderlei marcando para os rubro-negros e o próprio Alan Cole assinalando o gol do Timbu. O jamaicano marcou, ao todo, 3 gols com a camisa do Náutico e foi dispensado devido ao fato de nunca deixar de fumar a famosa erva sagrada dos adeptos do rastafarianismo, o que acabou desagradando a diretoria alvirrubra.

Tará é o jogador que mais fez gols em uma única partida jogando pelo clube, foram 09 gols em 1945 pelo Campeonato Pernambucano, na vitória por 21 a 3 contra o extinto Flamengo-PE.

O volante Lourival foi quem mais atuou com a camisa alvirrubra tendo participado de 385 jogos. Em segundo vem o zagueiro Lula, com 369 participações e em terceiro Kuki, com 363 participações.

O lateral-direito Gena foi quem conquistou mais título com a camisa do Náutico. Participou dos seis títulos do hexacampeonato, sendo que nos dois primeiros atuou apenas poucos jogos.

Nivaldo anotou o gol mais rápido dos Campeonatos Brasileiros em 1989. Aos oito segundos ele marcou o primeiro gol timbu na vitória por 3 a 2 sobre o Atlético-MG.

Em 2011, o Náutico foi o único mandante invicto das 4 divisões do futebol brasileiro. Jogando em casa, o Timbu teve 13 vitórias e 6 empates em 19 jogos. Sua brilhante campanha no Estádio dos Aflitos o ajudou a ser vice-campeão da Série B e a conseguir o consequente acesso à Série A.

O Náutico ficou 15 jogos sem tomar gols, entre agosto e outubro de 74.

O goleiro Neneca detém recorde mundial de 1.636 minutos sem levar gols, entre agosto e novembro de 74.

O time ficou 42 jogos oficiais invicto, com 35 vitórias e sete empates, entre agosto de 74 e maio de 75.

Náutico é dono da maior goleada em finais de Campeonatos Pernambucanos. Em 66 foi campeão vencendo o Sport por 5x1, na terceira partida da melhor de três.

Por: Site oficial do Náutico.

Ana Paula e Equipe Manja de tudo.


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