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Vitória.

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Fundado em 13 de maio de 1899, foi o terceiro clube brasileiro em atividade a praticar o futebol.O Vitória nasceu da iniciativa pioneira dos irmãos Artur e Artêmio Valente.Vindos de uma tradicional família baiana, adquiriram o gosto pelo cricket na Inglaterra, onde estudavam. Ao retornar ao Brasil, trouxeram na bagagem a paixão pelo esporte.

Na época, o cricket dominava a preferência dos baianos, mas o esporte era restrito aos imigrantes ingleses, restando aos brasileiros o podre "privilégio" de repôr as bolas em campo, quase o mesmo dever que os gandulas de hoje exercem.

Cansados dessa discriminação, dezenove jovens tiveram a ideia de criar uma agremiação que os livrariam desse fardo e não mais os privariam de praticar o esporte.Então, no dia 13 de maio, uma reunião foi marcada para a casa dos irmãos Valente, e teria ainda participação dos amigos Adolfo Irineu dos Santos, Alberto Teixeira, Antonio Giz Almeida, Antonio Peixoto Guimarães, Augusto Francisco Lacerda, Carlos Carvalho, Carlos Oliveira Teixeira, Fernando Kock, Hebert Filgueiras, Joaquim Espinheiro Costa Pinto, Joaquim Rodrigues Chaves, Jorge Wilcox, Juvenal Teixeira, Leobino Cavalcante, Octavio Castro Rabelo, Pedro Gonçalves Almeida e Quintino Fontes Ferreira, todos moradores do Corredor da Victória.

A reunião começou com muitas dúvidas sobre qual nome teria o clube que rivalizaria com os ingleses. Com esse objetivo em mente, muitas sugestões patrióticas foram dadas, como Club de Cricket Bahiano ou Club de Cricket Brasileiro. Porém, a ideia de homenagear o lugar onde todos moravam, com Victória, de Arthêmio foi escolhida.

Tão grande era o desejo nacionalista de se impôr aos imigrantes da Inglaterra que as cores inicialmente escolhidas foram o verde e o amarelo. Porém, o preto e branco foi logo incorporado pela falta de material esportivo com as cores da bandeira do Brasil.O rubro-negro tradicional apenas foi adotado um tempo depois.

No cricket, o Victória vinha fazendo sucesso, mas com a volta de José Ferreira Júnior, o Zuza Ferreira, que passou alguns anos estudando em terras inglesas, à Bahia, o cenário local mudou. Zuza trouxe com ele um esporte diferente, que logo viraria febre entre os jovens baianos e brasileiros, o futebol.

Leão da Barra

Em 1902, já praticando outros esportes como futebol, remo, natação, atletismo e o próprio cricket,que levava no nome, o Club de Cricket Victoria se transformou em Sport Club Victoria.Na mesma época da mudança, o clube recebeu o apelido que leva até hoje.

Naquele primeiro ano de prática do remo, o Vitória, que dispunha dos barcos Tupy e Tabajara, conseguiu um feito inesquecível. Seus remadores saíram do Porto da Barra e foram até o Porto dos Tainheiros, em Itapagipe. O fato, que teve grande repercussão na época, originou o apelido de Leões da Barra para os atletas, e mais tarde para os próprios torcedores rubro-negros.

Fundação Começando no futebol

No futebol, o Victoria disputou sua primeira partida no dia 22 de maio de 1901, contra um time formado às pressas por integrantes das tripulações dos navios ingleses atracados no porto. A partida teve como resultado um triunfante 3 a 2 para o time local.

A estréia do time principal do Vitória foi em 13 de setembro de 1903, ano da inauguração de seu departamento de futebol. Numa partida muito disputada, marcando também a inauguração do Campo dos Mártires, chamado atualmente de Campo da Pólvora, o Leão derrotou o São Paulo Bahia Football Clube, time formado por integrantes da Colônia Paulista, por 2 a 0.Em 1904, muitos outros times já tinham sido fundados na Bahia e o futebol não era um esporte tão desconhecido para o público. Grandes platéias se formavam para assistir aos jogos, ao som de bandas de música e fanfarras. Nesse ano, foi um dos fundadores da primeira Liga de Futebol da Bahia, chamada de Liga Bahiana de Desportos Terrestres, que iria organizar o primeiro Campeonato Baiano de Futebol, no ano seguinte.O Club International de Cricket levou a taça, enquanto o Vitória conquistou o terceiro lugar.

Durante essa época, cheia de novidades para os jovens que experimentavam o novo esporte, o remo, já tradicional, despontava como atividade principal do Vitória. O Vitória também revelou talentos no atletismo, polo aquático (esporte em que ficou dois anos invicto), natação e até mesmo xadrez. O pioneirismo do clube o levou até a fundar a Federação Bahiana de Pugilismo.

Primeiros títulos, amadorismo e o jejum

Elenco do Victoria campeão baiano de 1908.

O Vitória iniciou sua jornada de conquistas no futebol, após ter sido vicecampeão nas duas edições anteriores, em 1908, quando se tornou, pela primeira vez, campeão baiano num campeonato disputado apenas por três clubes pela primeira vez, devido a saída do Bahiano, que dissolveu-se. O bicampeonato veio no ano seguinte.

Depois de ser vice-campeão por mais duas ocasiões, em 1911 e 1912, a liga foi abolida por prováveis divergências internas.Assim, outra liga tomou parte do campeonato em 1913, dessa vez admitindo jogadores e clubes de classes inferiores e, principalmente, negros, o que não agradou os clubes da "velha guarda". O Vitória e os outros times que faziam parte da organização dos campeonatos até então não concordaram com o novo estilo e abandonaram a liga,abrindo espaço para outros clubes se inscreverem.Assim, de 1913 a 1919, o rubro-negro não participou do certame, deixando que outros times se consolidassem no estado e tomassem conta dos títulos baianos, fazendo com que, no seu retorno, em 1920, o Leão não obtivesse o mesmo êxito com suas equipes.

Partida entre Victoria e Santos Dumont pelo Baiano de 1907.

O Vitória ficou de fora ainda das edições de 1930, 1931 e 1937, devido ao seu problema com o amadorismo. Nas décadas de 1930 e 1940, os jogadores eram, em sua maioria, universitários, que deixavam o time assim que se formavam. Quando não, o Vitória perdia os jogadores para outros times que ofereciam altos salários, times já profissionais.

Apesar desses problemas, o rubro-negro conseguiu se sagrar hexacampeão do Torneio Início, em 1926, 1941, 1942, 1943, 1944 e 1949, torneio de grande credibilidade na época e que não deixou o time da Barra ser esquecido pelos torcedores.

Profissionalização e títulos

No começo da década de 1950, o Vitória ainda não tinha se profissionalizado totalmente, já tinha deixado de disputar diversos campeonatos e, assim, não conseguido títulos por um bom tempo. Esse "problema" foi resolvido em 1953, numa partida emocionante contra o Botafogo.

O resultado se repetiu em 1955 e 1957,desta vez contra o eterno rival Bahia nas duas ocasiões.

Bicampeonato boicotado pela imprensa

Após conquistar o primeiro turno do Campeonato Baiano de 1964, um jornalista divulgou no seu jornal que o time rubro-negro vinha escalando um jogador irregular na conquista da primeira parte do certame.[38] Tal jornalista, alguns dias depois, foi agredido num ônibus e Ney Ferreira, presidente do Vitória, e seu diretor de esportes, Henrique Cardoso foram acusados do ato. Essas acusações serviram para que a imprensa boicotasse qualquer notícia dos dois campeonatos que o time da Barra veio a conquistar.

O professor Paulo Leandro, no seu trabalho "O jornalista e o Cartola", lembrando do Esporte Jornal, único meio de comunicação que continuou a noticiar sobre o Vitória, relatou o fato que até hoje é lembrado pelos torcedores

Baiano de 1972

O rival tricolor do Vitória dominava o cenário estadual nas décadas de 1930 e 40. Ao rubro-negro, restava tentar acabar com essa hegemonia a cada ano que passava. Na década de 1960, já havia conseguido um histórico bicampeonato, mas, na década seguinte, apenas em um ano algum time conseguiu fazer com que o título não fosse para o tricolor. E foi em 1972, quando o rubro-negro contava com um ataque devastador: Osni, André Catimba e Mário Sérgio.

O elenco daquela conquista é lembrado como um dos melhores de todos os tempos já formado pelo Leão.O primeiro turno foi conquistado pelo rival, depois de derrotar o Vitória, invicto até então. No segundo turno, a decisão foi mais uma vez num Ba-Vi, com o Vitória mais uma vez invicto e, dessa vez, se saindo vencedor. O terceiro turno foi decidido nos pênaltis com o tricolor se sagrando vencedor.

Assim, a final do campeonato seria decidida em mais um clássico, a décima decisão do certame estadual com um Ba-Vi. Com dois gols de Osni e um de Catimba, o Vitória venceu por 3 a 1 o segundo jogo, depois de ter triunfado por 2 a 1 no primeiro, e se sagrou pela primeira vez campeão baiano invicto na história, e foi a oitava conquista do baianão.

Com o seu rival dominando o cenário estadual durante décadas, o Vitória apenas conseguiu ser campeão baiano em 1980,1985 e 1989.

Torneio José Américo Filho

Em 1976, ocorreu a segunda edição do Torneio José Américo Filho. Com doze equipes disputando o certame, o rubro-negro foi campeão após vencer, na final, o América de Natal por 3 a 0, com dois gols de Zé Júlio e um de Geraldão. A campanha vitoriosa teve sete vitórias, cinco empates e apenas uma derrota.

O grito mais famoso dos torcedores do Vitória, o "Nêgo", foi incorporado depois de um erro da torcida, fato acontecido em 1981, num jogo contra o Grêmio, contando pelo Campeonato Brasileiro. Depois de começar o segundo tempo perdendo por 1 a 0, a Vitoraça, torcida organizada do time, procurou motivar os jogadores com seus gritos. Um deles, o "Leeeeãããão", que seria usado pela primeira vez, acabou pegando, mas de outra forma. O resto do estádio ouviu errado e acabou gritando "Nêêêêgoooo", e hoje o grito é o mais usado nos jogos do rubro-negro.

Independência e hegemonia estadual

A década de 1990 foi certamente uma reviravolta na história do Vitória. Uma nova diretoria havia tomado controle do time alguns anos antes com promessas de torná-lo um clube de ponta do Brasil. A primeira conquista foi a independência financeira, já que o clube ainda vivia de doações e favores de seus torcedores ilustres.A gestão se caracterizou pelo alto investimento (ainda que baixo para os padrões do futebol brasileiro na época) nas categorias de base,o que deu resultado: com seis conquistas do Campeonato Baiano de Futebol (1990, 1992, 1995, 1996, 1997 e 1999) contra quatro do rival, o Vitória consolidou a hegemonia estadual e diminuiu a larga vantagem do arquirrival em títulos estaduais e confrontos diretos do clássico Ba-Vi, o maior clássico do Nordeste e um dos maiores do Brasil.

Vice-campeonato brasileiro

A década começou promissora, com o terceiro bicampeonato da história do rubro-negro, em 1989-90.Três anos depois, no seu retorno à Série A, o Vitória montou um elenco modesto, dando prioridade à sua divisão de base, que viria a ser sua principal arma para o futuro. Nomes como Dida, Paulo Isidoro, Alex Alves, Rodrigo, Giuliano foram incorporados ao elenco principal naquele mesmo ano, e foram peças fundamentais para a campanha do Leão no certame.

Depois de eliminar times como Flamengo, Santos e Corinthians, o Vitória chegou à final contra o milionário Palmeiras. A diferença entre os dois clubes era gritante. Para se ter uma ideia, a folha salarial inteira do time baiano correspondia apenas ao salário de Edmundo, atacante do time paulista.O Palmeiras acabou vencendo os dois jogos da final, levando o título e deixando o vice-campeonato para o rubro-negro.

Tricampeonato baiano e Nordestão

Só em 1997 o Vitória voltaria a fazer uma campanha satisfatória no Campeonato Brasileiro, ano em que terminou em 9° lugar, a 1 ponto da classificação à fase final. 1997 também foi o ano do primeiro Tricampeonato Baiano do time da Barra e da sua primeira Copa do Nordeste, certame no qual obteve 5 triunfos, 2 empates e apenas 1 derrota, feitos conseguidos depois de bater o arquirrival Bahia nas finais de ambos campeonatos.

Na campanha do tricampeonato, o Leão teve 17 vitórias, 3 empates e 2 derrotas. Somando-se os números das campanhas anteriores, 1995 e 1997, tem-se 93 jogos, 62 vitórias, 20 empates e 11 derrotas.

Centenário

O tetracampeonato não veio em 1998, mas em 1999, ano do centenário do rubro-negro baiano, outra "dobradinha" veio e mais uma ótima campanha no Brasileirão, quando ficou na 3ª colocação, sendo eliminado pelo Atlético Mineiro, nas semifinais. Depois de terminar a fase de classificação na 6ª posição, o Vitória, comandado por Toninho Cerezo, enfrentou, nas quartas-de-final, o Vasco da Gama, fazendo, logo no primeiro jogo, uma partida memorável, que é muitas vezes denominada o melhor jogo do time na Era Barradão, tendo vencido por 5 a 4 o time do Rio de Janeiro. Empatou os outros dois jogos e avançou às semifinais, onde enfrentaria o Atlético Mineiro. Depois de vencer um e perder outro jogo, sucumbiu na terceira partida e deu adeus à competição.

A conquista do Baiano foi a mais polêmica da história do Vitória. Título dividido com seu rival tricolor, até hoje é motivo de discussões. A Copa do Nordeste desse ano veio novamente numa final contra o mesmo Bahia, em dois jogos, tendo o rubro-negro vencido o primeiro jogo por 2 a 0 e o rival o segundo por 1 a 0.

Começo de década promissor

A década de 2000 começou da mesma forma da anterior, com outro bicampeonato estadual e mais planos de manter a hegemonia que, pela primeira vez depois de 80 anos, voltara do rubro-negro.

O ano de 2001 foi o único da década em que o Vitória não comemorou alguma conquista. Em todos os outros, o título estadual ou uma promoção foi motivo de orgulho para os torcedores, como aconteceu nos dois anos seguintes, quando venceu os Campeonatos Baianos de 2002 e 2003, além da Copa do Nordeste de 2003.

Série B após treze anos

O ano de 2004 foi um dos anos mais irregulares e estranhos da história do clube. Com contratações de peso como os baianos recém campeões do mundo pela Seleção Brasileira Vampeta e Edílson,esperava-se muito do time no ano.O começo foi empolgante, após ganhar o Baianão 2004, a Taça Estado da Bahia de 2004 e um início avassalador, ficando na ponta do Campeonato Brasileiro e chegando às semifinais da Copa do Brasil, diversos problemas, financeiros e sociais, abateram o elenco ainda no primeiro turno do Brasileirão e o Vitória entrou em queda livre e foi rebaixado para a Série B.

Tetracampeonato baiano e Série C

As promessas de retornar o time baiano à elite no ano seguinte da diretoria foram ajudadas pelo bicampeonato da Taça Estado da Bahia e o inédito e histórico tetracampeonato Baiano em 2005, de forma invicta, com 9 vitórias e 5 empates em 14 jogos, consolidando de uma vez por todas o domínio rubro-negro no estado.

Os números totais dos quatro campeonatos que conquistou são ainda mais expressivos. Em 54 jogos, o Vitória triunfou 35 vezes, empatou 13 e perdeu apenas 6 partidas, dando um aproveitamento total de mais de 72% ao time da Barra.

Apesar dessas conquistas, o time sofria com sua fraca defesa. Na Série B, apesar de ter lutado o campeonato inteiro por posições que o levariam à próxima fase do campeonato, o time entrou mais uma vez em queda livre e, das cinco últimas partidas disputadas, o rubro-negro só conquistou um ponto. Mesmo assim, as chances de cair ainda eram remotíssimas, era preciso uma combinação de, pelo menos, quatro resultados para fazer o Leão ser rebaixado. Mas o que parecia impossível aconteceu. Junto ao seu maior rival baiano, sucumbiu à vergonha de jogar a Série C no ano seguinte.A tragédia foi tão grande que a diretoria foi trocada, o elenco quase inteiro foi dispensado e ainda deixa suas marcas, como processos, dívidas e mágoas entre torcedores e/ou antigos funcionários do clube.

Retorno à Série A

Em 2006, o Vitória ainda sentia a tragédia e perdeu o Campeonato Baiano para o modesto e organizado Colo Colo, quebrando um tabu de quase 40 anos sem que um clube do interior conquistasse o campeonato.Mas a volta por cima ainda estava por vir. Depois de ter conquistado o tricampeonato da Taça Estado da Bahia, o Vitória, com um elenco formado basicamente por apostas e revelações, conseguiu fazer uma campanha não tão brilhante, mas melhor do que todos esperavam, se tornando vice-campeão daquele ano e ascendendo à Série B.

No ano de 2007, as promessas eram mais difíceis e a expectativa era de muita competitividade na tão disputada Série B daquele ano. Mas o clube conseguiu manter uma regularidade quase nunca vista na sua história, permanecendo nas primeiras posições do campeonato o ano inteiro e voltando à elite do futebol brasileiro. Até hoje, apenas o Vitória conseguiu esse feito (ser rebaixado para a Série C e voltar à Série A dentro de campo, sem precisar de viradas de mesa, como era comum no futebol brasileiro, e permanecer na elite).

Consistência na elite e Copa Sul-Americana

Em 2008, o time começou mal o Campeonato Baiano, terminando a primeira fase na terceira colocação. Mas graças a gratas surpresas no fim do certame, o Vitória conquistou mais um bicampeonato baiano.[64] Mas todos só tinham em mente o retorno do Leão à Série A, depois de três anos fora. A imprensa e público ficaram bastante surpresos com a campanha do rubro-negro. O time acabou terminando o primeiro turno em quinto lugar, a uma posição de uma vaga na Copa Libertadores.No segundo turno, devido à saída de jogadores chave no esquema do time e a desentendimentos entre jogadores e comissão técnica, o clube acabou perdendo a chance de brigar pelo torneiro continental, terminando o campeonato na décima colocação, garantindo vaga na Copa Sul-Americana.

O tricampeonato estadual veio em 2009,junto com a primeira participação na Copa Sul-Americana e o segundo ano de Série A após o inferno da Série C. O Vitória acabou não fazendo boa campanha no campeonato continental e foi eliminado nas oitavas-de final pelo River Plate, time uruguaio.Na Copa do Brasil, não passou pelo Vasco da Gama, nas quartas-de-final.No Brasileirão, após um começo excelente, ficando no G4 por 12 rodadas, acabou tendo a mesma queda livre do ano anterior, e terminou o certame em 13°, garantindo, ao menos, uma vaga na Copa Sul-Americana de 2010.

Bi-tetra baiano, vice da Copa do Brasil e tetra do Nordestão.

Em 2010, com uma campanha superior ás do rivais, sagrou-se, pela segunda vez, tetracampeão baiano, ao derrotar novamente o Bahia na final.Com o segundo tetra consecutivo, foi, ao lado do Fortaleza, o campeão estadual da década, como o maior vencedor brasileiro de campeonatos estaduais, com oito títulos.

Na Copa do Brasil, o time baiano conseguiu chegar pela primeira vez à final da competição,decidindo o título contra o Santos, time mais badalado do país (história que o clube vivera dezessete anos antes, em 1993).Após perder por 2 a 0 na Vila Belmiro e vencer por 2 a 1 no Barradão, acabou com o vicecampeonato.

Na volta do Nordestão, que não era realizado desde 2003, o clube conseguiu conquistar o seu quarto título regional, jogando com o time "B", ao derrotar o ABC na final por 2 a 1.

Novo rebaixamento e 2011

Porém, na disputa do Brasileirão, foi rebaixado ao terminar o certame na 17ª colocação, precisando vencer o Atlético Goianiense na última rodada em casa e apenas conseguindo um empate em 0 a 0.Mesmo com quase 40 mil pessoas no Barradão na partida (fato que ocorreu nos últimos quatro jogos do clube no seu estádio),o time não conseguiu marcar um gol sequer.

Revelação de talentos

O Vitória é um clube que se destaca também devido às suas categorias de base, que já foi apontada pelo jornal italiano La Gazzetta dello Sport como "um dos 7 maiores celeiros de craques do mundo" no ano de 2004.No seu auge, entre 1995 e 2000, o clube conquistou vinte e um títulos mundiais, contando juniores, juvenis e infantis.

Jogadores a nível de Seleção Brasileira como Bebeto, Dida, Vampeta, Rodrigo, Júnior, Dudu Cearense, Adaílton, Marcelo Moreno, David Luiz, Hulk e muitos que foram considerados grandes revelações do país na época em que foram "lançados" e/ou negociados com clubes de renome do exterior como Alex Silva, Felipe, Obina, Fábio Costa, Matuzalém, Julinho, Adaílton, Alcides, Nadson, Marquinhos e tantos outros.

Nas seleções realizadas por todo o país, o Vitória recruta futuros jogadores. Exemplos recentes de convocações para seleções de base são David Luiz, revelado pelo Vitória em 2005 e convocado para o Mundial Sub-20 2007,Marcelo Moreno, também em 2005, convocado para diversas seleções de base brasileiras e hoje para a Seleção Boliviana,Marquinhos, revelado em 2008, convocado para o Sul-Americano Sub-20 2009, considerado uma das maiores revelações do Brasileirão 2008, Victor Ramos, convocado para o Mundial Sub-20 de 2009, no Egito,e Alan Henrique, recrutado para o Sul-Americano de 2011.Entre 1994 e 2004, um total de 62 garotos foram convocados para Seleções de base do Brasil.

Em 2006, o Vitória foi Campeão Baiano de juniores, juvenis, infantis e da Supercopa Baiana de Juniores em cima de seu rival, o Bahia, além de campeão da Copa Nordeste de Juniores (pela segunda vez em quatro edições, 2004 e 2006, tendo sido vice em 2003), ao derrotar o Náutico por 3 a 2, na final disputada em Maceió. Além do domínio estadual nas divisões de base, o Vitória coleciona títulos fora do Brasil, como o bicampeonato dos torneios mundiais Dallas Cup,Rotary Cup e USA Cup, o hexa do mundial Philips Cup (atual Otten Cup)e exemplos mais recentes como os Torneios de Freiburg e Oberndorf, conquistados em 2009, que tiveram participações de clubes como Barcelona, Borussia Dortmund e Stuttgart,e a Copa do Brasil Sub-15.

Rivalidade

Torcida do Vitória num Ba-Vi em 2011.

O rubro-negro mantém uma rivalidade de quase 80 anos com o Esporte Clube Bahia, clube tricolor de Salvador. O Clássico Ba-Vi, como é conhecido, é um dos mais populares do Brasil. A primeira partida entre esses dois times foi em 1932, quando o Vitória estava voltando a disputar o Campeonato Baiano de Futebol, se recuperando de uma crise, e teve o tricolor como vencedor: 3 a 0. De lá para cá, são 437 jogos com 133 vitórias do Leão.

A maior goleada do Vitória em Ba-Vis ocorreu em 1948, quando o rubro-negro aplicou 7 a 1 no rival.

Uniformes

                                                            


Torcidas organizadas

Atuais

Os Imbatíveis: fundada em 20 de outubro de 1997 por quatro torcedores que idealizavam uma torcida mais ativa para o Esporte Clube Vitória, revolucionou o modo de torcer na Bahia e hoje é a maior e mais conhecida torcida do Leão. Entre os sócios da torcida, estão alguns ilustres torcedores, como o pugilista Popó e o músico da Banda Tihuana, Fernando Baía, que vai ao seus shows com camisas do Vitória.

Camisa 12: nasceu da união de duas torcidas do clube, Leões da Fiel e Jovem Rubro-Negro, em 2008, visando dar mais apoio ao time e gerar mais interesse em uma torcida renovada e mais ativa.

Viloucura.

Comando Vermelho e Preto.

Presidentes

Dentre os presidentes do Vitória, destacam-se três nomes. Manoel Pontes Tanajura, de 1951 a 1953, formulou o que viria a ser o profissionalismo do clube, fazendo com o que o mesmo tomasse os formatos atuais dos clubes brasileiros.

De 1983 a 1986, José Alves Rocha foi o responsável por liderar a construção do Estádio Manoel Barradas, maior patrimônio de um clube da Bahia e um dos maiores do Nordeste, e que seria o ponto em que a hegemonia estadual viria para o lado rubro-negro.

Dando prosseguimento ao trabalho de José Rocha, Paulo Carneiro, que presidiu o clube (entre Vitória S/A e EC Vitória) de 1991 a 2005, comandou o Leão durante os momentos mais vencedores de sua história, trazendo mais títulos em quinze anos do que foram conquistados em oitenta.

Estádio

O estádio foi inaugurado na gestão do presidente José Rocha,sendo posteriormente ampliado na gestão do presidente Paulo Carneiro. Foi nessa segunda etapa que o Barradão ganhou sua iluminação, placar eletrônico e novo traçado das vias externas. O nome do estádio é uma homenagem ao ex-presidente do clube, o Sr. Manoel Barradas, que comandou pessoalmente as obras de construção.


                                                           

Por: Esporte Clube Vitória

Ana Paula e Equipe Manja de Tudo.

 

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